Ficar divulgando número de votos não é bom, diz Maia

dezembro 06, 2017

Para o presidente da Câmara, é preciso contar votos, mas sem 'gerar publicidade'. Aliados do governo têm dito ao longo da semana que o número de votos está aumentando.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara, em conversa com jornalistas no final de novembro (Foto: Alessandra Modzeleski/G1)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira (6) que ficar divulgando números de votos favoráveis a reforma da Previdência não é bom. Para ele, os números não ajudam nas negociações e colocam pressão nos deputados.

Um dos principais defensores da reforma, Maia vem participando de uma série de reuniões com líderes partidários e membros do governo na tentativa de aprovar as mudanças na aposentadoria ainda em 2017.

Nesta semana, tem sido frequente, após esses encontros, diversos líderes e aliados do Planalto comentarem que há um aumento no número de deputados favoráveis à proposta. Segundo Maia, em nenhuma dessas reuniões foram debatidos números.

"Eu acho que divulgar número não ajuda. O que a gente precisa é trabalhar o convencimento de cada parlamentar. E acho que ficar falando de número não ajuda muito nesse processo. Fica parecendo uma pressão sob os deputados".

Maia apontou que contar votos é necessário, mas "sem gerar publicidade". De acordo com o presidente da Câmara, saber o tamanho do apoio ajuda a votar a matéria com a clareza que não será derrotada.

"O que a gente precisa é contar voto, sem reserva, mas sem gerar publicidade para isso, porque isso não agrega em nada. Depois, gerar uma data para votar isso [a reforma da previdência]".

O presidente ainda reafirmou que não sabe quando deve pautar a proposta para o plenário da Casa. Segundo o Blog da colunista do G1 Andréia Sadi, o presidente da Câmara disse a aliados que só vai definir o dia da votação quando estiver certo de que há, pelo menos, os 308 votos necessários para aprovar a PEC na Casa.

Ainda de acordo com o Blog, o presidente da Câmara disse aos deputados que não vai anunciar uma data para depois dizerem que ele recuou do compromisso. Por isso, o deputado do DEM repete que está fazendo conta, voto a voto, e que "não adianta atropelar".








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