Petrobras reduz gasolina em 3,8%, maior queda desde julho

novembro 17, 2017
A redução no preço da Petrobras ocorre após um recuo expressivo nas cotações internacionais, um dos itens que a empresa utiliza para reajustar seus preços mais frequentemente. 

A partir de hoje (17), a Petrobras reduzirá em 3,8% os preços da gasolina nas refinarias, na maior queda em um único dia desde o início de julho, quando a empresa começou a ajustar os valores dos produtos vendidos às distribuidoras quase que diariamente. O diesel será reduzido em 1,3%.

A redução no preço da Petrobras ocorre após um recuo expressivo nas cotações internacionais, um dos itens que a empresa utiliza para reajustar seus preços mais frequentemente. Nos últimos dez dias, os contratos futuros da gasolina nos EUA caíram cerca de 6%.

“Os combustíveis derivados de petróleo são commodities e, portanto, tem seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente. É natural, portanto, que os preços no Brasil também apresentem variações frequentes”, informou a empresa.

A queda do valor da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras acontece após o preço médio do combustível nos postos do Brasil atingir níveis recordes, colaborando para pressionar a inflação.

Na semana passada, o combustível atingiu uma máxima nominal, sendo vendido a 3,938 reais por litro, segundo pesquisa da reguladora ANP. A alta deste ano teve influência principalmente de um aumento na carga tributária.

A empresa brasileira tem destacado, no entanto, que as revisões feitas em seus preços podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, “uma vez que a decisão de repassar o reajuste cabe às distribuidoras e aos proprietários dos postos de combustível”.

Além disso, outros agentes atuam na comercialização de derivados para as distribuidoras no Brasil, praticando assim sua própria política de preços.

Desde que a Petrobras começou a reajustar os preços mais frequentemente, seguindo uma lógica de mercado, tem havido um aumento da concorrência no setor, com empresas importando combustíveis para suprir o mercado.

Anunciado na última quinta-feira (16), o ajuste poderá acelerar a necessidade de uma reunião do Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras – que atua quando há necessidade de reajustar os combustíveis em mais de 7% para cima ou para baixo em um único mês -, caso o combustível permaneça em queda. A última vez que o Gemp se reuniu foi no início da semana passada.

Uma queda diária de 3,8% no preço da gasolina vendida pela Petrobras havia ocorrido anteriormente em 7 de setembro, após uma alta forte decorrente do impacto da passagem da tempestade Harvey pelos Estados Unidos, que reduziu temporariamente a capacidade de refino do país.

Antes disso, a Petrobras havia anunciado redução do preço da gasolina nas refinarias em 5,9% e em 4,8% o do diesel, em 1º de julho, no último reajuste antes da mudança na política que passou a prever reajustes quase que diários nos combustíveis, com a empresa tentando se defender de concorrentes que realizam grandes importações.

Mesmo com a mudança relativamente recente da política, executivos da Petrobras admitiram nesta semana dificuldades de calibrar os preços de seus derivados para evitar perda de mercado de combustíveis no Brasil.

O volume de derivados de petróleo vendido pela Petrobras no mercado interno somou 1,886 milhão de barris ao dia no terceiro trimestre, queda de 5,2%.





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