Investigados pela PF em desvios na Saúde do Maranhão tem prisões prorrogadas

novembro 27, 2017

Investigação da Polícia Federal apontou que o desvio de recursos públicos federais na Saúde do Maranhão chegou à casa dos R$ 18 milhões.

Mariano de Castro e Luiz Júnior estão agora com prisões preventivas (Foto: Divulgação)

A Justiça Federal transformou, neste fim de semana, as prisões temporárias de Mariano de Castro Silva e Luiz Marques Barbosa Júnior em prisões preventivas (prazo indeterminado). A decisão foi do juiz Márcio Araújo, que responde pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal no Maranhão, por conta da licença médica da juíza Paula Moraes. As ações decorrem da "Operação Pegadores", continuidade da "Operação Sermão aos Peixes", da Polícia Federal.

A participação de Luiz Júnior no esquema, segundo a operação da Polícia Federal, era de desviar recursos públicos por meio de sua empresa Brasilhosp. Durante a operação, 30 cheques desta empresa foram apreendidos com Mariano Castro, cada um com valor de R$ 10,5 mil.

Mariano Castro também tem uma empresa envolvida no esquema. A Polícia Federal disse que por meio da MT Gás Ltda. ele 'lavava dinheiro'. Seu cunhado, Thiago Azevedo, é sócio na empresa.

Até a sogra de Mariano, Ideide Azevedo, tinha empresa em seu nome participando dos repasses. A ISCM, segundo as investigações policiais, superfaturava serviços médicos. Ideide Azevedo estava presa, mas ganhou o benefício do monitoramento por meio da tornozeleira eletrônica, assim como Thiago Azevedo. Rosângela Aparecida Barros Curado, apontada nas investigações como o centro do esquema, conseguiu habeas corpus, na última semana.

A investigação da Polícia Federal apontou que o desvio de recursos públicos federais que deveriam ter sido empregados na Saúde do Maranhão chegou à casa dos R$ 18 milhões.

A PF aponta ainda que 'funcionários fantasmas', mais de 400, estavam em 'folhas complementares', que eram colocadas no orçamento mensal de hospitais da rede estadual. Por meio de escutas telefõnicas, os policiais concluíram que autoridades, como o atual secretário de Saúde, Carlos Lula, chegou a tomar conhecimento dessas folhas, mas não agiu como deveria.

Entenda a investigação

A "Operação Pegadores" é continuação da "Operação Sermão aos Peixes" e segundo a PF, durante as investigações conduzidas em 2015 foram coletados indícios de que servidores públicos que exerciam funções de comando na Secretaria de Estado da Saúde naquele ano montaram um esquema de desvio de verbas e fraudes na contratação e pagamento de pessoal.

As investigações indicaram a existência de 424 pessoas que teriam sido incluídas indevidamente nas folhas de pagamentos dos hospitais estaduais sem a prestação de serviços às unidades hospitalares. Os beneficiários do esquema eram pessoas indicadas por agentes políticos: familiares, correligionários de partidos políticos, namoradas e companheiras de gestores públicos e de diretores das organizações sociais.

O montante dos recursos públicos federais desviados por meio das fraudes chega a R$ 18.345 milhões. Contudo, segundo a Polícia Federal, o dano aos cofres públicos pode ser ainda maior, pois os desvios continuaram a ser praticados mesmo após a deflagração de outras fases da Operação Sermão aos Peixes.

A relação entre a administração pública e terceirizadas foi usada para viabilizar os desvios, como apontou a PF no relatório da operação.






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