Dois foragidos na operação “Sermão aos Peixes” se entregam à Polícia Federal

novembro 20, 2017

Paulo Curado e Marconi Gomes se entregaram nesta sexta-feira (17). PF segue na busca pelo último foragido.


Mais dois foragidos se entregaram à Polícia Federal durante a 5ª fase da operação “Sermão aos peixes”. A informação foi confirmada pela assessoria de Comunicação da Polícia Federal no Maranhão.

A operação apura indícios de desvios de recursos públicos federais por meio de fraudes na contratação e pagamento de pessoal, Contratos de Gestão e Termos de Parceria firmados pelo Governo do Estado do Maranhão na área da saúde.

Paulo Curado se entregou na manhã desta sexta-feira (17), na sede da Polícia Federal em Imperatriz. Ele é ex-marido de Rosângela Curado que, segundo a Polícia Federal, é uma das principais responsáveis pelo desvio de R$ 18 milhões de recursos da saúde. Paulo é apontado pela PF como pessoa interposta para ocultar a origem dos recursos.

Já Miguel Marconi Duailibe Gomes é médico e era proprietário da Clínica H.M Duailibe Gomes LTDA , uma das empresas beneficiárias do esquema. Marconi já havia se entregado na manhã de hoje (17).

No momento, das 17 pessoas que tiveram a prisão temporária decretada, resta a prisão de Péricles Silva Vilho, diretor executivo do Instituto de Cidadania e Natureza. A empresa firmou contrato com o Governo do Estado com o compromisso de gerir as unidades hospitalares. Segundo a PF, a empresa também era envolvida no esquema.

A Operação

Segundo a Polícia Federal, o dinheiro do Fundo Nacional de Saúde (FNS) era enviado para a Secretaria Estadual de Saúde (SES) que mantinha contratos de gestão e parceria com entidades do terceiro setor, organizações consideradas de interesse público para a gestão das unidades de saúde.

A PF descobriu que as entidades desviavam o dinheiro fazendo uso de empresas de fachada e superfaturando prestação de contas. O esquema teria beneficiado políticos, servidores públicos, empresários e familiares dos operadores da fraude. A investigação da fraude começou após a divulgação do contracheque de uma enfermeira que trabalhava em um hospital de Imperatriz. Keilane Silva Carvalho recebia um salário de R$ 13 mil reais, enquanto outras profissionais recebiam R$ 3 mil.

Esquema desviava recursos da área da saúde do Maranhão.
(Foto: Reprodução/TV Mirante)







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