Desembargador concede habeas corpus a Rosângela Curado, investigada pela Polícia Federal

Marcus Eduardo Alves Batista e Péricles Silva Filho também tiveram suas prisões revogadas pelo desembargador Ney Bello.


O desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, concedeu habeas corpus para Rosângela Curado, investigada na "Operação Pegadores", que aborda o esquema de desvios de recursos públicos da Saúde do Maranhão. A decisão foi na noite dessa quarta-feira (22).

Antes de a ex-subsecretária de Saúde e suplente de deputada federal pelo PDT conseguir o habeas corpus, outros dois investigados, Marcus Eduardo Alves Batista e Péricles Silva Filho, também tiveram suas prisões revogadas pelo desembargador.

O fato anterior à soltura de Rosângela Curado, foi a prorrogração da prisão de cinco presos, entre eles, a própria Rosângela. Dos 16 presos na operação, a juíza federal Paula Souza Moraes da 1ª Vara da Justiça Federal do Maranhão decidiu prorrogar a prisão de Antônio Augusto Silva Aragão, Ideide Lopes de Azevedo Silva, Luiz Marques Barbosa Junior, Mariano de Castro Silva e Rosângela Aparecida Barros Curado.

Em nome do Ministério Público Federal, o procurador da República Galtiênio Paulino disse que as investigações revelam que Rosângela Curado tinha papel importante no esquema.

"No caso da Rosângela Curado, ela era uma figura central no desvio dessses recursos. Ela tinha uma participação que pode-se dizer como líder dessa organização que realizou o desvio desses recursos", disse o procurador da República, Galtiênio da Cruz Paulino.

A "Operação Pegadores", continuação da "Operação SermãO aos Peixes", deflagrada pela Polícia Federal, investiga um esquema de fraude que desviou R$ 18.345 milhões de recursos públicos federais enviados entre 2015 e 2017 ao Governo do Maranhão especificamente para a Saúde. A polícia revelou que mais de 400 funcionários fantasmas foram identificados e que eles preenchiam folhas de pagamento mensais na ordem de R$ 400 mil.

A relação entre a administração pública e terceirizadas foi usada para viablizar os desvios, como apontou a PF no relatório da operação.






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