Derrota não diminui confiança do técnico do Lanús: "Em casa somos muito fortes"

novembro 23, 2017
Jorge Almirón acredita que partida em La Fortaleza terá outra cara e considera que empate seria resultado mais justo em Porto Alegre. Além disso, critica árbitragem de Julio Bascuñan

O Grêmio saiu com a vitória na partida de ida da final da Libertadores, mas a confiança ainda reina no time do Lanús. Após o último apito de Julio Bascuñan, o técnico Miguel Almirón avaliou a situação da equipe argentina. Ele acredita que, mesmo com as boas exibições fora de casa, o trunfo do clube é La Fortaleza, estádio localizado em Buenos Aires. Em três palavras, o resumo: "Vai ser diferente".

- Aconteceu de conseguirmos bons resultados como visitantes, mas em casa somos muito fortes. Nos fazemos fortes em casa. A decisão está aberta, não há gols de visitante. O time fez uma partida muito boa e fez muitos gols como mandante; mostrou outra cara em casa, com nosso público. A partida vai ser diferente, estamos bem - disse o treinador.

Jorge Almirón diz que empate teria sido resultado mais justo em Porto Alegre (Foto: Reuters)

A confiança de Almirón se justifica pela decisão da vaga na grande final, contra o River Plate. Depois de sofrer 1 a 0 fora de casa e sair perdendo por dois gols diante de sua torcida, o Lanús conseguiu a virada histórica e a classificação após o 4 a 2. Na entrevista pós-partida, chegou a dizer que jogar com o Grêmio "não seria tão complicado" ao ver o Tricolor em campo.

Na competição, o histórico de vitórias do Lanús se confirma. Foram seis jogos em casa e só duas derrotas, contra Nacional e Chapecoense - esta última se transformou em vitória após escalação irregular da Chape. No mata-mata, precisando de resultado, o time Granate segue invicto: 1 a 0 no The Strongest (oitavas), 2 a 0 no San Lorenzo (quartas) e 4 a 2 no River Plate (semifinal).

O Lanús terá que recuperar outro resultado, mas Almirón acredita que a equipe teve uma boa atuação, fato que pode dar confiança. Para o treinador, o placar mais justo em Porto Alegre deveria ter sido o empate. Um jogo parelho e sem muitas finalizações foi a descrição feita pelo técnico, que também elogiou a exibição de Marcelo Grohe.

- O jogo foi parelho. Entendemos que o rival tem hierarquia: eles tiveram a posse, mas sem ser profundos. Criamos as melhores situações no primeiro tempo e o goleiro teve uma boa atuação. No segundo, não fomos tão profundos, mas vínhamos fazendo uma boa partida. Não haviam chegado, apesar que também custou para que chegássemos. Tinham a bola, mas não chegavam. Fizeram o gol faltando sete minutos, o empate teria sido mais justo. Quando tivemos a possibilidade de jogar, o fizemos muito bem.

Partida entre Grêmio e Lanús foi disputada e teve reclamação dos dois lados com o árbitro (Foto: Reuters)

Outro ponto de polêmica na partida foi a arbitragem. O Grêmio reclamou muito do pênalti não marcado em cima de Jael, no último minuto do confronto. Apesar disso, não foi só o Tricolor que ficou na bronca. Almirón lamentou muito a ausência do zagueiro Braghieri para a volta e disse que o cartão amarelo recebido pelo defensor não foi justo.

- Acho que o árbitro foi bem, mas a jogada do cartão amarelo para Braghieri já tinha passado e ele voltou para dar o cartão. Não foi justo comparado quando chegaram duas ou três vezes no Acosta. Teria que ter dado cartão ao lateral deles muito antes. Já passou, mas são detalhes.

Para sair com o título no dia 29 de novembro, o Lanús terá que vencer por dois gols de diferença, no estádio La Fortaleza. Em caso de vitória por 1 a 0, a decisão vai para os pênaltis. Diferente das outras fases, não há o critério do gol fora de casa na final.






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