Advogados tentam evitar transferência de Paulo Marinho para Pedrinhas

outubro 23, 2017

Um grupo de advogados – entre eles, a vice-presidente da seccional de Caxias da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Francisca Meire Silva Sousa – tentou evitar, no sábado (21), a transferência do ex-prefeito e ex-deputado federal Paulo Marinho, 57 anos, da Unidade Prisional de Ressocialização de Caxias para o Complexo Prisional de Pedrinhas, em São Luís.

Paulo Marinho foi preso na sexta (20), pela quarta vez em menos de dois anos, por deixar de pagar pensão alimentícia para Caio Felipe Corrêa Marinho, hoje com 27 anos, seu filho com Raimunda Paula de Castro Corrêa, com quem o ex-prefeito manteve um relacionamento amoroso.

Mesmo assim, depois de passar mal (pressão alta) e ser medicado, Marinho foi transferido para Pedrinhas, na tarde de sábado.Foi levado pela equipe da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) num carro branco descaracterizado.

Francisca Meire chegou a registrar um Boletim de Ocorrência, no Plantão Central de Caxias.

Ela afirmou à delegada Karla Simone Saraiva Saraiva que as prerrogativas a que Marinho tem direito, por ser advogado, não estavam sendo respeitadas (cela especial, por exenplo) e que o diretor da UPR de Caxias, Maurício Monteiro Costa Júnior, não autorizou a entrada no presídio da diretora de prerrogativas da OAB, identificada no B.O. como Auleana Lima.

Também afirmou à delegada, segundo o B.O., que o detento foi transferido “sem equipe de atendimento móvel de saúde”, mesmo passando mal e já tendo tomado “dois soros”.

Quando Paulo Marinho saía da cadeia em direção a São Luís, um grupo de pessoas – entre elas, advogados – ‘bateu boca’ com jornalistas de Caxias, que faziam a cobertura do fato. “A OAB não está aqui defendendo Paulo Marinho, e sim defendendo as prerrogativas que ele tem como advogado”, disse uma representante da OAB.

FAVORECIMENTO

O juiz Antonio Fernandes da Luz, da 3ª Vara da Família de Brasília, que mandou prender Paulo Marinho, decisão cumprida na sexta, escreveu em seu despacho que o político poderia estar sendo beneficiado com “proteção e favorecimento pessoal”, o que estaria fazendo com que sua prisão, já determinada anteriormente, não ocorresse. “Há sérios indícios de favorecimento pessoal do executado na comarca [de Caxias] de modo a obstar sua prisão”, despachou o magistrado.

A dívida de pensão alimentícia de Paulo Marinho ultrapassa o valor de R$ 1,2 milhão.

Por causa da inadimplência, ele já havia sido preso outras duas vezes em 2015 e uma em agosto do ano passado, quando tentou fugir do cerco policial no seu escritório, mas acabou atolando o carro em uma estrada vicinal do município.

Pai do vice-prefeito de Caxias, Paulo Celso Fonsêca Marinho Júnior (PMDB), Paulo Marinho – ligado ao grupo Sarney – foi cassado por corrupção.


Fonte: O INFORMANTE




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