Após despejo, governo aluga residência para abrigar delegacia no Maranhão

setembro 27, 2017

Delegado foi orientado a não gravar mais entrevista, mas informou que, realmente, não há como prevê o retorno do atendimento.


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Após despejo por calote de aluguel, o governo do Maranhão resolveu alugar uma casa de moradia sem a menor estrutura para receber a delegacia de Polícia Civil de Peritoró, cidade do interior do estado e que fica a aproximadamente 243 km de São Luís.

O lugar possui sete cômodos, incluindo um banheiro e dois quartos, que serão agora adaptados para receber o público da cidade. O espaço improvisado não tem capacidade para abrigar uma cela para auxiliar o trabalho policial em casos emergenciais.

Agentes da Polícia e outros funcionários do estado arrumaram móveis e documentos, resultado do despejo ocasionado por quatro anos de aluguel atrasado do outro prédio que aconteceu na semana passada e que causou a interrupção no atendimento ao público, obrigando o delegado da cidade, Fábio Cordeiro, a se apresentar na regional em Codó, a 66 quilômetros de Peritoró.

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Ele já voltou, mas todo mundo que chega às novas instalações da delegacia continua sendo mandado registrar ocorrências em Codó, foi o que aconteceu com a aposentada Maria Adelina dos Santos. “Ouvi diz que num tá funcionando mais nada, diz que só em Codó. Vou ter que voltar pra casa para ir arrumar um troquinho pra poder ir lá, né”, afirmou.

O aposentado Antonio Francisco Gomes Rodrigues é de São Mateus e precisa registrar o sumiço de uma motocicleta deixada em um bar de Peritoró – vai ter que esperar mais um tempo. “Chegamos, achamos a delegacia aqui desativada, porque já tá noutro local, lá o delegado disse que não tão resolvendo nada”, lamentou.

Delegacia de Peritoró mudou de endereço após saída de prédio por conta do aluguel (Foto: Reprodução/ TV Globo)


O delegado foi orientado a não gravar mais entrevista, mas informou que, realmente, não há como prevê o retorno do atendimento. Há muita coisa para arrumar até lá. Enquanto esperam, cidadãos da cidade chegam e saem cada vez mais indignados.

“É muito triste! Eu acredito que é uma parcela muito mínima e para governo não vale nada isso aí, então seria cabível que não tivesse acontecendo uma situação dessa aqui. Que o prefeito e o governador tivesse ajudado, nós os civis, os pobrezinhos estamos pagando por isso”, finalizou o eletricista José Tavares da Silva.

O secretário de segurança, Jefferson Portela, disse em entrevista que 40 delegacias vão ser entregues até o fim do ano e que vai ser feito um concurso para 100 vagas na Polícia Civil.





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