03 agosto, 2017

No Piauí seis pessoas são presas por facilitar fugas em presídios

A operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira.


Na manhã desta quinta-feira (03/08), a Secretaria de Segurança Pública em conjunto com a Secretaria de Justiça e a Polícia Civil do Piauí, por meio do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) e da Diretoria de Inteligência (DINT), com o apoio da Polícia Militar e mandados expedidos pela Central de Inquéritos, através do Dr. Luiz Moura, e pareceres do Ministério Público, através do GAECO, realizaram a ‘Operação Conexão’ que combate a facilitação de fuga de pessoa presa ou submetida à medida de segurança, corrupção de agentes públicos e prisões de integrantes de uma organização criminosa responsável por articular a entrada e comercialização de aparelhos celulares, baterias e carregadores dentro das Unidades Prisionais do Estado.

Seis pessoas foram presas, entre elas o policial militar Cláudio Rodrigues do Nascimento, que trabalha na Casa de Custódia de Teresina. A investigação apurou que Cláudio facilitou fuga, no dia 2 de março deste ano, de quatro assaltantes de banco que estavam presos na unidade. 

De acordo com o secretário de segurança pública, Fábio Abreu, a operação se iniciou justamente com a fuga de alguns presos da Casa de Custódia e foram parar em cima do policial. “Todas as investigações levaram ao policial militar e nisso chegamos a conclusão de que havia um processo mais amplo, ou seja, além dessa facilitação de fuga havia uma espécie de corredor da rua com a Casa de Custódia. Através desse policial se inseriam vários celulares no interior do presídio”, declarou.

Ainda segundo o secretário, muitas coincidências levaram para investigação sobre o cabo Cláudio. “Eram muitas possibilidades, uma vez que os indivíduos não cavaram túnel, não quebraram nenhuma parede e a fuga se deu utilizando equipamentos que normalmente eles constroem mas para que isso acontecesse era necessário que houvesse a conivência de alguém e o policial que está em serviço desse jamais deixaria acontecer. A partir das investigações conseguimos chegar a conclusão que realmente tinha ação direta do policial. Fomos informados que pelas baterias que ele colocava para dentro do presídio ele recebia R$ 50 mas chegava a R$ 1.500 cada aparelho sendo posto dentro da penitenciária. Estava sendo um negócio lucrativo para ele que colocou sua profissão em risco”, declarou.

“A gente precisa destacar é que uma ação de um agente público dessa natureza pode ter consequência de um indivíduo de dentro do presido dar ordem para matar um policial fora, por isso que eu tenho essa obstinação para punir aquele que é mal profissional”, disse Fábio Abreu.

Os outros presos são Josimar Carvalho da Silva (assaltante e líder da organização), Ismael Ferreira da Silva, Paulo Reis Silva Ribeiro, Ivoneide Ângelo Silva Ribeiro e Israel Alves da Silva. Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, inclusive na Casa de Custódia.

Josimar é ex-detento e segundo o secretário de segurança, é o principal organizador do processo do lado de fora. “É exatamente o Josimar que captava esses aparelhos, embalava e temos informes que por dia eles conseguiam colocar mais de 20 celulares no sistema prisional. A esposa do Josimar também foi conduzida, ela já tem uma vida pregressa de envolvimento e já foi condenada por tráfico, ela foi levada para colaborar, nós estamos dando oportunidade que ela continue com a educação dos dois filhos que ela tem e nosso objetivo é fornecer todas as provas ao judiciário”, disse.

Ao todo estão envolvidos cerca de 100 policiais nesta Operação.







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Autor: Maranhão News

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