MARANHÃO NEWS

25 agosto, 2017

Kauan foi estuprado por professor e adolescentes e esquartejado duas vezes, diz polícia de MS

Menino foi visto pela última vez no dia 25 de junho. Semanas depois começaram as buscas pelo corpo dele. Adolescente está apreendido e professor preso.

Kauan, de 9 anos, morreu durante estupro (Foto: Reprodução/ TV Morena)

Investigações da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul apontam que Kauan Andrade dos Santos, de 9 anos, morreu durante estupro por professor, foi abusado também por adolescentes e esquartejado duas vezes. O homem de 38 anos nega.

Segundo os delegados Paulo Sérgio Lauretto e Aline Sinot, os quatro adolescentes envolvidos no caso contaram a mesma versão várias vezes sobre o caso e em ocasiões diferentes. Eles relataram o que aconteceu com o menino depois de semanas de investigação e quando tiveram a certeza de que o professor não seria solto facilmente.

Na versão deles à polícia, Kauan, o garoto de 14 anos apreendido e mais dois adolescentes foram à casa do professor no dia 25 de junho. Lá, o morador pediu que a criança e o garoto ficasse e que os outros dois buscasse um quarto adolescente.

Enquanto os garotos foram chamar mais um adolescente, o professor abusou de Kauan. O pequeno sangrou e desfaleceu e quando os outros chegaram, o adulto obrigou os quatro adolescentes estuprarem a criança.

Para a Polícia Civil, Kauan morreu enquanto era estuprado pelo professor, que depois dos abusos, obrigou ainda os meninos a ficarem na casa, esquartejou o corpo e o colocou em um saco preto no porta-malas do carro dele.

Ainda na versão dos adolescentes, o professor foi até o rio Anhanduí, colocou o saco preto sobre uma pedra, voltou para o carro e levou cada um dos garotos para casa. A partir daí, os meninos afirmam não saber mais o que aconteceu.

Outro esquartejamento

Conforme os delegados da Delegacia de Proteção à Criança (Depca) e da Delegacia de Atendimento à Infância e à Juventude (Deaij), as investigações indicam que após deixar os adolescentes em casa, o professor teria voltado ao local onde havia deixado o saco preto, pegado e ido para a residência dele.

No imóvel, o homem teria ido a um cômodo que fica nos fundos e lá esquartejado mais uma vez as partes do corpo de Kauan.

Perícia com luminol no local indicou grande quantidade de sangue de duas pessoas do sexo masculino. Um deles, tem parte compatível com o da mãe de Kauan, porém, é inconclusivo porque não havia nenhum um objeto na casa do menino que tivesse sido utilizado só por ele para que fosse periciado.

Buscas pelo corpo do menino foram feitas vários dias no rio Anhanduí.

Indiciamento

O inquérito sobre o caso ainda não foi concluído. A polícia ainda espera que os exames e laudos periciais sejam mais conclusivos. O professor deverá ser indiciado por estupro de vulnerável seguido de morte, corrupção de menores e ocultação de cadáver.

Delegados durante entrevista coletiva sobre o caso Kauan nesta sexta-feira, em Campo Grande (Foto: Marcos Ribeiro/ G1 MS)






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