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"Lista fechada a essa altura é golpe", diz senador Randolfe Rodrigues

Parlamentares do PT, PSB, PSDB e DEM rechaçam ideia de partidos escolherem candidatos

Senadores fazem coro contra a lista fechada nas eleições de 2018
Elza Fiúza/03.09.2010/ABr
Senadores da situação e da oposição se uniram contra a proposta de lista fechada nas Eleições 2018, que tramita no Congresso Nacional.

Parlamentares do PT, DEM, PSDB e do PSB disseram ser contrários à ideia, em que o eleitor vota no partido político que, por sua vez, indica os nomes que vão assumir mandatos na Câmara.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que “lista fechada a essa altura no Brasil é golpe”.

— Isso só está ocorrendo por conta das investigações que estão em curso, que está deixando a maioria dos políticos na berlinda.

O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) afirmou ser difícil discutir a reforma política no Congresso neste ano em função das adversidades pelas quais o pais passa.

O tucano disse também que a lista fechada “só pode acontecer no momento em que tivermos instituições partidárias absolutamente reorganizadas”.

— Nesse momento tumultuado que estamos vivendo, com crise econômica, com crise ética, com uma série de dificuldade de ordem política, eu penso ser muito difícil priorizar a votação de uma reforma política.

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) também descredenciou a lista fechada para escolher candidatos para o Congresso.

— [A lista fechada] viria com a tese de tentar talvez blindar alguns candidatos e transferir toda a responsabilidade para os partidos políticos.

O senador petista Humberto Costa (PE) disse ser “a favor da lista aberta”.

— Nós no Brasil temos a cultura ainda onde as pessoas querem votar nas pessoas.

Outro senador contrário à lista fechada é Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que informou que seu partido “tem uma posição contra a lista fechada”.

Contraponto

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), é um dos defensores da lista fechada e afirmou que tem a simpatia do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do presidente do TSE Gilmar Mendes e do presidente da República, Michel Temer (PMDB).

— Você vai votar no partido que tenha afinidade do ponto de vista ideológico com você. Isso muda o patamar e dá uma nova visão daqui para frente.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a “ a reforma política é uma prioridade”.

— Temos que dar transparência, temos que dar legitimidade, tempos que recuperar a representatividade dos partidos e dos políticos perante a sociedade.

O relator da proposta na comissão especial da reforma política, deputado Vicente Cândido (PT-SP), espera que a proposta seja aprovada até maio na Câmara e chegue ao Senado em junho. Vale lembrar que qualquer mudança tem que ser votado até outubro para valer nas eleições do ano que vem.

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