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Cinco acusados da morte de Ana Clara vão a júri popular

A data do julgamento ainda será designada pelo judiciário.


Os acusados da morte da menina Ana Clara, de apenas 6 anos, vítima de incêndio em 2014, vão à juri popular. Jorge Henrique Amorim, Wlderley Moraes, Hilton John Alves Araújo, Thallyson Vitor Santos e Larravardiere Silva Rodrigues de Sousa Júnior, acusados de diversas condutas delitivas que culminaram na morte da menina e em lesões e outras pessoas, foram pronunciados na 1ª Vara de São José de Ribamar, em data a ser designada pelo Judiciário. A pronúncia tem a assinatura da juíza Tereza Mendes, titular da unidade judicial.

Todos os citados, e mais quatro adolescentes recrutados para executar a ação denominada ‘salve geral’ e que consistiu no incêndio ao ônibus, cometeram as condutas criminosas apontadas na denúncia, entre as quais o delito de homicídio consumado de Ana Clara Santos Souza e, na forma tentada, quanto às vítimas Juliane e Lohanny – mãe e irmã da vítima – e Márcio Ronny e Abianci, todos passageiros do ônibus incendiado em janeiro de 2014.

Narra o Judiciário que as qualificadoras apontadas no artigo 121 do Código Penal (motivo torpe, com emprego de fogo e com emboscada ou outro recurso que dificulte a defesa do(s) ofendido(s)) devem ser mantidas na pronúncia, visto que as evidências coletadas nos depoimentos em juízo são suficientes para submetê-las ao Conselho de Sentença, órgão constitucionalmente competente para a sua apreciação.

No dia 6 de janeiro de 2014, a família Santos Sousa sofreu uma perda jamais imaginada. A menina Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, que teve 95% do corpo queimado em ataque a um ônibus em São Luís, morreu às 6h45 daquela segunda-feira, após sobreviver, por três dias, a um ataque a ônibus sofrido na sexta. Ana Clara estava com a mãe e a irmã, na Vila Sarney, quando o veículo foi invadido e incendiado por homens armados.

Em entrevista ao MA10, a mãe da criança, Juliane Carvalho, de 24 anos, se emocionou ao lembrar da filha e do período de dor que marcou os últimos três anos. “Naquele dia um pedaço da minha carne foi arrancado”, conta. “Foi aberta uma ferida na minha família, um período de dor incontrolável. Era a minha filhinha. A gente sempre prefere morrer no lugar de um filho”, lamenta.
Ônibus em que Ana Clara estava em janeiro de 2014.

Fonte: MA10

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