Impostômetro será instalado em São Luís

fevereiro 07, 2017
Projeto é uma das ações do novo presidente da Associação Comercial do Maranhão, Felipe Mussalém, que, em entrevista ao MA10, disse pretender que a casa seja consultada por todos

Equipamento deve seguir o modelo da Associação Comercial de São Paulo, com valores atualizados em tempo real ( Foto: Divulgação )

Uma das primeiras ações do novo presidente da Associação Comercial do Maranhão (ACM), Felipe Mussalém, será instalar o impostômetro em São Luís no próximo mês. A estimativa é que na segunda quinzena de março o equipamento seja instalado na praça Deodoro, possibilitando acesso da população ao valor total de impostos, taxas e contribuições arrecadados no Estado, em tempo real. “Será uma forma de supervisionar e cobrar ainda mais dos entes públicos menos corrupção e mais compromisso com o nosso dinheiro”, disse Mussalem ao MA10.

A ideia é não apenas instalar o equipamento como valer-se dos meios de comunicação para explicar à população o que os números dos impostos significam. A ACM terá uma coluna nos jornais onde levantará temas de interesse geral.

Hoje, é possível consultar o impostômetro de todo país, via internet, mas o objetivo da ACM é ampliar o alcance da população. Ano passado, o Maranhão arrecadou R$ 16,2 bilhões. Desse montante, 23% em São Luís: R$ 70, 3 milhões. Vale ressaltar que o Brasil tem hoje 62 tributos, como ICMS, PIS, COFINS, ISS, IPI, IOF, IPTU, IPVA, entre outros. O retorno do valor recolhido seria para investimentos em saúde pública, educação, segurança e infraestrutura.
Felipe Mussalém foi empossado há cinco dias para representar as 500 empresas ativas atualmente na Associação e reforça o que defendeu na campanha sob o lema “Tradição e Inovação”.

Acompanhe os principais pontos da entrevista ao MA10:

As atividades da ACM mais conhecidas pela sociedade são as reuniões semanais com debates de interesse comum dos empresários. O que mais a ACM oferece aos seus associados?

As reuniões por si já são um grande benefício que o associado tem, pois, além das discussões, acontece muito networking entre os empresários. Além disso, a casa possui assessoria jurídica consultiva, desconto para emissão de certificado digital, descontos em universidades, planos de saúde odontológico e eventos de rodada de negócios e capacitação.

Na sua chapa vencedora à presidência da ACM, você levantou o lema “Tradição com Inovação”. Quais serão suas primeiras ações com este foco?

Respeitar a tradição da casa, como as plenárias às quartas feiras e dar “pitadas” de inovação, como, por exemplo, a proposta Plenária Ativa, que levará ao associado um resumo do que foi discutido na plenária e o que a casa fará após essa discussão, seja numa carta de apoio, numa nota de repúdio ou fazendo uma visita. Tem também a Coluna ACM, que é um espaço nos veículos de comunicação que levará informações da casa ao associado.

Você tem um histórico forte na área de Coaching, ferramenta que pode expandir a capacidade do ser humano nos âmbitos profissional e pessoal. Você pretende aplicar essa sua expertise nos novos projetos da ACM?

Sim! A ferramenta de performance que ensino é vivenciada por mim todos os dias em todos os âmbitos da minha vida. Desde relacionamentos pessoais ao cotidiano do trabalho. Na minha gestão à frente da ACM usarei a ferramenta de coaching para ser um líder cada vez mais inspirador para toda a minha diretoria e para os servidores da casa.

Há poucos dias, o MA10 conversou com representantes do trade turístico, por conta dos três grandes hotéis que encerraram suas atividades em São Luís, em apenas um ano, e eles apontaram a carga tributária municipal, em especial o ISS, como entrave de crescimento em São Luís. Sua gestão pretende atuar em propostas de redução dos tributos e/ou encontrar outras alternativas para o Turismo e demais áreas?

Esse tema merece uma entrevista inteira. Atualmente, não apenas em São Luís a carga tributária é o que entrava o crescimento do país. Pecamos ao analisar o fechamento dos hotéis apenas sob a ótica do ISS. Há de se fazer uma análise conjuntural do setor, desde a segurança às praias, passando, sim, pela carga tributária. Os encargos trabalhistas são absurdos. Ou seja, querem o emprego mas não incentivam quem o gera. Uma lei de quase 80 anos que visa garantir os direitos do trabalhador, contudo, não gera o trabalho em si. A nossa atuação será firme na defesa dos interesses dos empresários e na cobrança constante pela redução da carga tributária e pelo bom uso dos impostos. Uma prova disso é a inauguração da placa impostômetro que vamos implantar.

Você pretende trabalhar mais em parcerias com órgãos como o Sebrae? De que forma?

Sempre. Temos uma relação muito boa com o Sebrae, a prova disso é a cooperativa de crédito Sicoob Empresarial (LINK), projeto encabeçado pela ACM que teve o Sebrae como seu grande parceiro. Para a nossa gestão, investiremos muito em rodada de negócio com grandes parceiros compradores, como Fiema, Fecomércio, Emap, dentre outros. O objetivo é gerar mais negócios aos nossos associados ao trazer oportunidades para dentro de casa.

Tomo a liberdade de propôr um simples exercício de Coaching: vamos imaginar que estamos em 2019 e que você fará seu discurso hoje de encerramento de seu mandato. O que você ressaltaria como pontos fortes de sua gestão?

Adorei a ideia (risos). Ressaltaria que a casa está preparada para mais 164 anos. Revigorada. Isso tudo porque conseguimos gerar negócios dentro da ACM, através das propostas de “crossmarketing” de clientes e rodada de negócios; Conseguimos nos posicionar firmemente perante aos governos; Conseguimos fazer com que a casa fosse consultada por todos; Conseguimos fazer o associado ter orgulho de fazer parte da ACM porque nela ele faz, além de negócios, ele se sente seguro e faz amigos.

Fonte: MA10

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