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Esposa de policial militar faz graves denuncias ao alto comando da PMMA


Uma leitora do nosso blog enviou através de nosso email sua insatisfação com o alto comando da Polícia Militar do Maranhão por perseguição a seu marido que é policial militar.

Para proteger a integridade física e moral da denunciante, vamos chama-la por um nome fictício de MARIA FRANCISCA. Segue abaixo o relato 

Boa Tarde!

Meu nome é MARIA FRANCISCA, sou esposa de um policial militar, e gostaria muito de pedir sua ajuda no sentido de publicar os absurdos que eles vem sofrendo em razão dos mandos e desmandos desses Coronéis que aí estão.

Quero deixar claro que estou fazendo isso contra a vontade do meu marido. Na verdade, ele nem imagina que estou te escrevendo. Conversamos muito, mas ele tem medo de ser perseguido. Na Polícia, quem não fala a língua dos Coronéis pode se dar mal. E esse é um medo constante.

Eles maltratam, não dão condições e ainda por cima querem que todos fiquem calados, como se tudo estivesse as mil maravilhas.

Pois bem, estou aqui para fazer uma revelação grave. Meu marido trabalha num setor da Polícia Militar considerado por todos um setor chave. Com mais de 28 anos de profissão ele tem o respeito e admiração de muitos de seus superiores. Acontece que recentemente ele teve acesso a um estudo realizado por alguns Oficiais, que comprovavam uma série de irregularidades em vários setores da Polícia. Durante algumas semanas muitas reuniões foram realizadas no setor que ele trabalha. Sempre participavam dois coronéis, quatro Tenentes Coronéis, Majores e dois capitães. Na maioria das vezes mandavam ele sair do setor. Porem, num certo dia, pediram pra que ele participassem da reunião, e lá perguntaram pra ele o que ele achava do atual Comando, como ele via a gestão da atual cúpula etc. Ele inocentemente deu sua opinião e acabou revelando o que ouvia da tropa, dos amigos mais intimos etc.

Pois bem, há pouco tempo um dos Oficiais mostrou pra ele um texto que seria utilizado para levar ao conhecimento da imprensa alguns fatos envolvendo o Comandante Geral e seu sub Comandante. Depois de haver mostrado o texto, o Oficial pediu a ele que fizesse uma espécie de síntese, com algumas informações que lhe foram passadas. Meu esposo é formado em jornalismo e escreve razoavelmente bem. Mesmo sem entender e com receios de desagradar, ele resolveu fazer.

Pois bem, meu esposo preparou o texto e entregou uma cópia com todos os anexos que lhe foram fornecidos. O problema é que de alguma forma o texto vazou e chegou ao conhecimento de outras pessoas antes de ser publicado. Em razão disso os Oficiais que antes se reunião ali foram chamados ao Comando e nunca mais se reuniram. Porem, agora estão acusando meu esposo de ter vazado a informação. Ele tem sofrido toda sorte de perseguição. Já foi colocado para trabalhar na rua, perdeu as gratificações que tinha e está ameaçado de transferência.

Pior é que agora estão pressionando ele para assumir a culpa pelo vazamento.

Estamos muito chateados com tudo o que vem acontecendo. Uma das medidas que eu como esposa achei por bem tomar foi a de dar um jeito desse texto chegar na imprensa, já que sabia onde se encontrava, pois ele o escreveu em nosso computador pessoal.

Estou enviando uma cópia do texto em anexo.

Obrigado.

Leia abaixo a denúncia que nos foi enviado, que segundo a denunciante o texto que foi vazado e comprometendo assim o seu marido.

Não é de hoje que se sabe que um dos mais graves problemas da sociedade maranhense em geral, e disso não se tem dúvidas, é a questão da segurança pública. Com números alarmantes, estando entre os Estados mais violentos do País, o Maranhão vem demonstrando a patente fragilidade de seu sistema e a incapacidade de seus gestores para resolver o problema. Carecendo de profissionais capacitados para entender a complexidade dos temas relacionados à Segurança, o Estado vive seu pior momento, sobretudo na Capital, onde o número de homicídios cresce vertiginosamente, enquanto roubos, furtos e estupros se tornaram comuns no dia a dia de suas comunidades.

Nos últimos 10 anos o número de homicídios no Maranhão cresceu 209% (duzentos e nove por cento), segundo o IPEA. Enquanto em todo o Brasil a taxa de homicídios diminuiu nas grandes cidades, com raríssimas exceções, em São Luís houve um movimento contrário, tendo a nossa capital aparecido entre as 50 cidades mais violentas do mundo e a 21ª do País.

Só no ano de 2015 foram 657 assaltos a ônibus, com nada mais nada menos que 11 pessoas mortas pelos bandidos durante essas ações. A cidade também aparece como campeã nacional em números absolutos de lesões corporais seguidas de morte, que foram 35, tendo assim a maior taxa do país, cerca de 3,3 a cada 100 mil habitantes.

Segundo o mesmo estudo a quantidade de latrocínios (roubos seguidos de morte) dobrou, sendo só em 2015, 48 casos, contra 23 casos em 2014, um acréscimo de 106,8% ou 4,5 casos por cada 100 mil habitantes.

Apesar de ter apresentado uma tímida diminuição no primeiro semestre de 2016, as estatísticas provam que estamos de mal a pior. O Sindicato dos rodoviários apresentou relatório provando que o sinal de alerta foi novamente acionado. Nos meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017, os assaltos a ônibus atingiram índices preocupantes, chegando só em 2016 a incríveis 604 ocorrências.

Somente em foram registrados 69 assaltos a coletivos em toda a Região Metropolitana, bem acima dos apresentados nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro, onde houve nítida redução desses crimes.

Somente nos primeiros meses de 2017, mais precisamente nos mês de janeiro, foram registrados 77 casos de assalto a ônibus, perfazendo a inquietante soma de 10 assaltos a cada 48 horas.

 Não resta dúvidas de que há algo errado. O sistema não tem apresentado bons resultados apesar dos “investimentos feitos”. A população maranhense, principalmente os que moram na capital, anseia por uma solução que não chega.  60,6% da população ludovicense, aponta o estudo, já foi vítima de algum tipo de crime violento. Apesar dos apelos, tem-se uma sensação de inércia das autoridades e de um desgoverno em relação a este setor.

Atuando na linha de frente está a Policia Militar, instituição secular, formada por homens que deveriam receber do Estado todo o apoio necessário para o exercício de sua função, que notadamente não é fácil.
Acontece que no Maranhão a segurança parece estar em segundo plano. Não que não haja investimentos, mas ao que se sabe, esses investimentos são realizados de forma aleatória e sem qualquer planejamento.

A Polícia Militar, apesar de toda a história que construiu, há décadas sofre de verdadeira acefalia, não tendo apresentado nos últimos anos, qualquer comandante ou equipe capacitada para uma gestão eficiente, ou, talvez, minimamente eficaz. Isso talvez explique o porquê de a Polícia Militar do Maranhão aparecer entre as mais atrasadas do País, mantendo uma legislação precária e caduca, que nenhuma proteção ou garantia oferece a seus membros e permitindo assim toda sorte de mandos e desmandos. São comuns os casos de perseguição ocorridos, desde prisões e transferências ilegais, ao não cumprimento das normas que regulam o fluxo regular da carreira, as famosas promoções militares, que seriam um combustível essencial para que seus homens tivessem mais orgulho e se mantivessem dispostos a cumprir com seus deveres funcionais.

Mas afinal, porque temos a polícia mais atrasada do Brasil ? E o que isso tem a ver com a questão da segurança publica ?

A resposta é simples: A cúpula da Polícia Militar é composta por privilegiados de um sistema de apadrinhamento porco e imoral. Vejamos:
  
HERÓIS DE BRINQUEDO
O rei vai à guerra, seus príncipes fazem o banquete enquanto seus súditos morrem de fome. Na Polícia Militar do Maranhão as coisas realmente se inverteram nos últimos anos. Enquanto o Cel Francisco Pereira, Comandante Geral, brinca de Soldado, fazendo blitzen e patrulhamento a pé por toda a cidade de São Luís, seu Sub Comandante, O Coronel JORGE ALLEN GUERRA LUONGO brinca de “o Poderoso Chefão”. Todos sabemos que um Comandante geral deve ocupar uma função estratégica, de Comando e também Política para que conheça toda a sua instituição. Acontece que o Coronel Francisco Pereira parece mesmo dar lugar aos muitos boatos a seu respeito. Não é de hoje que, mesmo entre Oficiais da PMMA ele é considerado um aproveitador, despreparado e fujão. Toda a fama de homem de guerra não parece passar de um mito. Não faltam testemunhos de que tudo seja uma farsa.

Até o ano de 2006 o Coronel Francisco Pereira não passava de um Oficial “quase oficial”, termo utilizado pelos Oficiais de carreira com nível superior para se referirem aos chamados R2, Ex-Oficiais e Praças do EB – Exercito Brasileiro, que após terem sido desligados e depois de anos no mundo civil, foram trazido para a PMMA sem que precisassem fazer qualquer concurso. Com a morte do então Capitão Siqueira e posteriormente do então Capitao Daniel Esteves, Pereira surgiu das cinzas travestido de Oficial de Operações Especiais. O mais incrível é que tanto Siqueira quanto Esteves o tinham como um “meio-oficial”. E tinham razão. Enquanto Siqueira foi formado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, fazendo parte inclusive da última e mais nobre turma do Curso de Operações Especiais daquela Polícia, e Esteves formou-se na APMMA, indo posteriormente aos EUA onde fez curso na Swat, Pereira, que jamais fez um curso de formação de oficiais, foi um aluno meia-boca de um cursozinho relâmpago ministrado por aqueles dois aqui mesmo em São Luis.

Despreparado, porem vaidoso, o Comandante Geral da PMMA vive em busca de holofotes. Enquanto corre atrás da mídia, os escândalos envolvendo seu pessoal não param de crescer. Sobra espaço de suficiente para o Sub Comandante e assessor direto dele, Coronel Jorge Guerra Luongo, brincar de Deus. O Cel Luongo é, senão, um dos mais odiados oficiais superiores da PM atualmente, mas não porque seja correto, honesto e altamente preparado. Pelo contrário, o atual Sub Comandante é, diz a maioria, covarde, perseguidor e incompetente.

Em seu histórico Policial está a explicação para tantos adjetivos negativos. O Cel Luongo, dizem os que o conhecem bem, sempre foi beneficiado em tudo. Entrou para o Quadro de Oficiais da Polícia em 1993 em um concurso cheio de controvérsias, um concurso por Quotas destinadas a militares e filhos de militares. Coisa que a Constituição Federal já não permitia.

Desajeitado e meio “tonto”, o então Cadete Luongo nunca foi um exemplo de Militar. Sempre chegava atrasado e quase não conseguia acompanhar os desdobramentos durante as incursões e treinamentos. Antes mesmo de concluir o curso de formação de oficias se envolveu em várias polêmicas em razão de fraudes para obtenção de notas nas provas do curso de formação. A exemplo, citam seus colegas de turma, tem-se as notas nos testes de Educação Física, cujo bambino jamais conseguia realizar a contento. Muitas outras pessoas foram prejudicadas pelo protecionismo dado ao Cadete Luongo, entre eles estão os então cadetes Nilson, Gessé e Ismael, que, frequentavam o Curso de Formação de Oficiais na Bahia, mas que, mesmo tendo terminado o CFO seis meses antes que a turma de Luongo, foram obrigados por Ordens Superiores, a esperar que Luongo concluísse o seu curso aqui no Maranhão. Depois disso, mudaram a Legislação para que a média de Luongo fosse superior à dos demais cadetes, ou seja, ele passou então, a ser o mais antigo de todos os Aspirantes formados, tanto os da sua turma quanto os da turma imediatamente anterior.

Já há por aí a denúncia de que ele, o Cel Luongo, que também é genro do ex-deputado Costa Ferreira, acumulou durante muito tempo as funções de Policial Militar e Assessor Parlamentar do sogro em Brasilia. Tem provas e tudo o mais.

O fato é que a segurança do Estado está entregue a esses homens. Despreparados como dissemos, covardes e acima de tudo perseguidores. Ambos, Comandante e Sub Comandante tiveram vida fácil na Policia Militar. Atualmente, os Oficiais da Polícia Militar do Maranhão encontram-se desmotivados em virtude das muitas perseguições e desmandos dessa dupla. A maioria deles busca na justiça o reconhecimento de seus direitos. As reclamações mais comuns são sobre baixos salários e promoções. Porém, para o Comandante e seu Sub Comandante, isso é “bobagem. Eles que esperem o tempo certo.” Ora, depois de ingressarem na Polícia de forma fraudulenta e passarem por cima de tudo e todos, inclusive da Lei para se tornarem Coronéis, “agora os dois tentam impedir que nós busquemos nossos direitos”, diz um Major que tem quase dez anos no Posto. Não são raras as transferências e punições àqueles que ajuízam ações judiciais nesse sentido. “Sem contar que nos mandam pros piores lugares”, complementa o Oficial. “Pior é que lá por cima há muito jogo, muita negociata”, diz ele. O Oficial se mostra indignado, justamente por ser um dos mais antigos da corporação e amargar um atraso abismal. Para esses dois, “somos inimigos do Comando”, completa.

Há muito tempo se fala que promoção de Oficiais na PMMA é algo muito complexo. Apesar da lei prevê que o Comando da Corporação faça planejamentos semestrais para que haja sempre um fluxo regular na carreira dos Oficiais e Praças, não se vê nada acontecer. A verdade é que os Coronéis fazem disso uma moeda de troca. “Já se ouviu dizer por aí que algumas vagas são inclusive vendidas. Absurdo”, afirma um Praça. Talvez por isso não queira o Comando realizar o devido planejamento do fluxo de carreira de seus policiais. Como moeda de troca muita coisa está em jogo. Desde o agrado a políticos e empresários, até tirar vantagens pecuniárias de tudo isso. 

Qualquer movimento no sentido de reparar esses danos é uma guerra. Na caserna todos parecem estar amordaçados. O medo impera. Dizem os mais calmos que “é melhor aguentar calado”. Quartéis sem a mínima estrutura. Cemitérios e cemitérios de viaturas nos Batalhões, desvio de verbas de combustível e peças. Tudo por falta de planejamento e fiscalização. Há muito a polícia e a sociedade clamam por um comando que se preocupe com estas questões, um comando ativo, que não se preocupe só em dar entrevistas e perseguir seus subordinados.

Recentemente um Oficial Superior foi transferido por defender seus policiais. É assim que agem. Por isso a segurança anda como está. Enquanto o maranhão bate recorde de violência, o Comando da Polícia Militar está preocupado apenas em maltratar seus policiais e impedir sua progressão funcional.

Isso é uma vergonha! O Subcomandante Geral não nos representa.

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