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Adriano Sarney reafirma: “praias não estão despoluídas”


O deputado estadual Adriano Sarney (PV) comentou reportagem da Folha de S. Paulo, divulgada hoje (5), apontando que todas as praias de São Luís estão impróprias para banho (saiba mais).

Segundo o parlamentar, o método utilizado pelo jornal “corrobora com a minha análise de que as praias não estão despoluídas”.

“A balneabilidade de nossas praias é instável já que depende de variáveis como maré e chuva e não do tratamento adequado do esgoto. Se as praias fossem despoluídas em nenhum momento ficariam impróprias para o banho”, destacou Adriano.

Ele acrescenta que considera irresponsabilidade do governador anunciar despoluição das praias.

“O governo foi irresponsável em gastar dinheiro público em propaganda para divulgar que as praias estavam despoluídas. Não estão, alguns pontos se tornam próprios para banho em determinados momentos. Só serão despoluídas se houver tratamento de esgoto e coleta adequada do lixo. Nesse sentido, tenho lutado na Assembleia para apoiar ações dos governos federal, estadual e municipal. Mas, também tenho cobrado soluções”, completou.

Segundo a publicação da Folha, dentre as capitais nordestinas, São Luís tem a pior situação: todos os 16 pontos analisados foram considerados “péssimos”. O levantamento identificou a mesma situação em São José de Ribamar.

Esse é o primeiro estudo técnico capaz de contestar as medições feitas pelo governo Flávio Dino (PCdoB), que desde o ano passado apresenta dados apontando para a balneabilidade da maioria das praias da capital – quando não de todas.

A reportagem diz que seguiu as normas federais para medir a qualidade das águas: uma praia é considerada própria se não tiver registrado mais de 1.000 coliformes fecais para cada 100 ml de água na semana de análise e nas quatro anteriores.

Em 2016, isso não ocorreu nenhuma vez, segundo o jornal. Em 2017 ainda não houve tempo para a realização de cinco medições.

Outro lado

O Governo do Estado encaminhou a seguinte nota sobre o caso:

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo divulgada neste domingo (6/fev) usa dados desatualizados relativos ao início de 2016, quando obras importantes ainda estavam tendo início. 

O levantamento usa critério segundo o qual são consideradas “péssimas” as praias que passaram 50% do ano impróprias. Portanto, aponta um quadro já superado desde julho de 2016, quando os relatórios técnicos e laboratoriais passaram a apontar a balneabilidade de quase a totalidade das praias da capital. Fato destacado pela revista Exame que colocou São Luís entre as capitais com as praias mais limpas do país. 

O Governo do Maranhão divulga semanalmente os dados atualizados da situação das praias e continua com as obras para melhorar cada vez mais as nossas praias. 

O monitoramento obedece aos padrões fixados na Resolução CONAMA nº 274/00, segundo a qual, as águas das praias serão consideradas PRÓPRIAS, quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras, obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores, e colhidas no mesmo local, houver no máximo 100 Enterococos/100 mL (NMP – Número Mais Provável). As águas das praias serão consideradas IMPRÓPRIAS, quando não atenderem aos critérios anteriores, ou quando o valor obtido na última amostragem for superior a 400 Enterococos/100 mL (NMP).

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