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Escândalo de agiotagem em Estreito envolve empresário local e funcionário do BB

O empresário Melquezedec Cirqueira de Souz admitiu o crime de usura (agiotagem).

Cheques e documentos foram apreendidos em operação em combate à agiotagem, em Estreito. Reprodução: Polícia Civil
Esquema de agiotagem envolvendo empresário e escrituário do Banco do Brasil na cidade de Estreito foi descoberto pela Polícia Civil nesta sexta-feira (13), de acordo com o Delegado Geral da Polícia Civil do Maranhão, Lawrence Melo. O empresário Melquezedec Cirqueira de Souza, dono da empresa M.C. de Souza LTDA, em parceria com um escrituário do Banco do Brasil, Ranielly de Sousa Araujo, faziam a agiotagem – cedendo dinheiro e cobrando juros de 8% ao mês. Melquezedec tentou se livrar das evidências do crime, mas foi frustrado pela ação policial. Entre as evidências encontradas, estão 30 cheques comprometidos, blocos de anotações, cartões, celulares e cinco munições de calibre .22.

Após investigações de um possível esquema de agiotagem envolvendo o empresário, foi dado cumprimento de mandado de busca e apreensão no endereço do suspeito. No momento da ação policial, que aconteceu por volta das 10h da manhã, Melquezedec tentou se desfazer de inúmeros cheques que estavam em sua posse, mas teve a ação frustrada pelos investigadores que acompanhavam o delegado na busca. Além dos 30 cheques, emitidos pelas mais diversas pessoas físicas e jurídicas da cidade – vítimas da agiotagem -, foram encontrados também blocos de anotações com o nome das pessoas e os valores devidos. Comprovantes de depósito para a conta da empresa de Melquezedec, 3 cartões bancários, uma CPU e 1 celular também foram apreendidos. Já na delegacia, Melquezedec assumiu a pratica do crime de usura (agiotagem), relatando que cedia dinheiro e cobrava juros de 8% ao mês. O esquema funcionava com a ajuda de um funcionário do Banco do Brasil.

Funcionário do Banco do Brasil

Parte do dinheiro que o empresário emprestava era fornecida por um escriturário do Banco do Brasil, o Ranielly de Sousa Araujo que confirmou, em interrogatório, que mprestava dinheiro a Melquezedec cobrando juros de 3% ao mês. Feita a representação pela busca e apreensão domiciliar no quarto do hotel em que o Sr. Ranielly reside, o mandado foi expedido na mesma tarde e cumprido por volta das 17h. No local, foram encontradas anotações de valores de dívidas em nome de Melquezedec e de outros, além de 5 munições de calibre .22. Ele foi autuado em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 2.640,00.

Fonte: MA10

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