MA NEWS
http://www.cabocampos.com.br/
http://www.maranhaonews.net/

Renan afirma que MP age 'com vingança' contra o Senado

Presidente da Casa minimizou conteúdo de delações premiadas e disse que projeto de abuso de autoridade será votado ainda nesta semana

Renan Calheiros, presidente do Senado. Foto: Dida Sampaio/Estadão
BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi categórico na manhã desta terça-feira, 13, ao dizer que o projeto que atualiza a lei de abuso de autoridade deve ser votado nesta semana.

"O projeto de abuso de autoridade está na pauta. Eu pretendo votar todos os itens que foram indicados pelos líderes para compor a agenda de fim de ano", afirmou. Ele explicou que o Senado terá sessões de votação nesta terça, quarta e quinta-feiras e que pretende limpar a pauta. 

Após os incidentes das últimas semanas, em que senadores tentaram agilizar a votação do pacote anticorrupção da Câmara, e do afastamento liminar de Renan da presidência do Senado, alguns parlamentares assinaram um requerimento pedindo que a urgência do projeto de abuso de autoridade fosse retirada e a proposta dirigida à Comissão de Constituição e Justiça. Entretanto, o requerimento nunca foi colocado em votação por Renan.

Além da votação da PEC do Teto, projeto principal do dia, ele também pretende votar o projeto que trata da securitização de dívidas, o fim da reeleição para cargos executivos, a reforma da lei de licitações, a regulamentação dos jogos de azar e as propostas enviadas pela Comissão Extrateto, que analisa salários acima do teto constitucional. 

Delações. Sobre as citações de um dos prováveis indicados pelo partido, o senador Eunício Oliveira (CE), por executivos da Odebrecht, Renan criticou o vazamento do conteúdo das delações. "Existem citações e citações. Você tem citação que não tem nem acusador, que o delator diz que interpretou algo. É preciso separar o joio do trigo", completou.

O presidente do Senado também minimizou a denúncia oferecida pelo Ministério Público ontem contra ele e afirmou que o órgão age com vingança contra o Senado.

"O Ministério Público infelizmente passou a fazer política. Quando você faz política, você perde a condição de ser o fiscal da lei. Essas denúncias são apressadas, feitas nas coxas, e demonstram o caráter de vingança do Ministério Público, porque o Senado recusou três nomes que hoje compõem a Força Tarefa", afirmou. Renan comparou a Operação Lava Jato à Operação Mãos Limpas na Itália que, segundo ele, teria perdido força por ter condenado inocentes. 

Especificamente sobre a denúncia oferecida ontem contra ele mesmo, Renan afirmou que será arquivada. De acordo com o peemedebista, ele nunca cometeu qualquer irregularidade. "A primeira já havia sido arquivada por falta de provas. Essa denúncia deriva da primeira. Não há sequer acusador, a empresa negou que tenha feito doação, o deputado negou que tenha falado em meu nome", disse.

Eleição no Senado. Renan disse que a bancada peemedebista irá se reunir apenas em janeiro para deliberar sobre a indicação do partido para a eleição à presidência da Casa, marcada para 1º de fevereiro. "Vamos ouvir os senadores, um por um, para escolhermos o indicado. O PMDB conquistou nas urnas, por ter a maior bancada, o direito de indicar o presidente do Senado", afirmou.

0 comentários: