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Polícia Federal indicia Palocci e mais cinco na Lava Jato

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Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal
O ex-ministro Antonio Palocci foi indiciado pelo crime de corrupção passiva, pela Polícia Federal, nesta segunda-feira (24). O oficio foi comunicado ao Ministério Público Federal (MPF) e ao juiz Sérgio Moro, por meio do sistema da Justiça Federal.

Os publicitários João Santana e Mônica Moura, o empreiteiro Mercelo Odebrecht, o ex-ministro Juscelino Dourado, o ex-assessor Branislav Kontic e o empresário Benedicto Barbosa da Silva Júnior também foram indiciados.


Antonio Palocci, Juscelino Antonio Dourado (o JD) e Branislav Kontic foram indiciados por corrupção passiva. O ex-presidente da empreiteira Odebrecht, Marcelo Odebrecht, foi indiciado por 16 crimes de corrupção ativa. João Santana e Mônica Moura foram indicados por ocultação de valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal.

O casal de marqueteiros, João Santana e Mônica Moura, também investigados em outra ação penal, foram indiciados por lavagem de dinheiro e ocultação de bens. De acordo com o relatório da PF, os publicitários receberam cerca de 11,7 milhões de dólares em 21 parcelas na conta da Shellbil Finance S.A, valores oriundos de um esquema de corrupção entre o ex-ministro Antonio Palocci e Marcelo Odebrecht, que foram ocultados em instituições financeiras na Suíça em uma empresa offshore.

O relatório também aponta que o ex-ministro usou do cargo que exercia no governo para coordenar de maneira sistemática o esquema de corrupção. De acordo com a PF, ele coordenou o recebimento de propina ao casal João Santana e Mônica Moura, em dois momentos diferentes; solicitou e recebeu, via Juscelino Dourado, valores em várias parcelas; solicitou e coordenou a compra de um terreno pela empreiteira Odebrecht no qual se pretendia construir a sede de Instituto Lula; entre outros atos identificados pelos investigadores da polícia.

Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, está preso desde o dia 26 de setembro, quando foi deflagrada a operação Omertà. A 35º etapa da Lava Jato tem como principal foco a relação do ex-ministro com a empreiteira Odebrecht. Ele e o assessor são suspeitos de receber propinas da empreiteira para atuar em favor da empresa. De acordo com as investigações, os repasses feitos a Palocci entre 2006 e 2013 ultrapassam a marca de R$ 128 milhões.

São investigados pagamentos feitos ao PT, por meio de depósitos pela Odebrecht intermediados por Antônio Palocci: R$ 33,3 milhões via offshores ao casal João Santana e Mônica Moura, além de R$ 10 milhões por meio da empresa Shellbil, R$ 44 milhões recebidos por Juscelino Dourado (ex-assessor de Palocci) e outros R$ 7 milhões em 2012.

Operação Omertà

São investigadas na Operação Omertà, 38 obras da empreiteira Odebrecht em todo o País e no exterior. O relatório do delegado federal Filipe Hille Pace relacionou os alvos da investigação (veja imagens abaixo). “Relaciono algumas das obras públicas e/ou consórcios e empresas indicadas no documento mencionado, repetindo que, por se tratarem de arquivos recuperados, estão parcialmente corrompidos, não sendo permitindo vincular diretamente as obras e/ou consórcios e empresas indicadas com os beneficiários encontrados e mencionados acima”, afirma.

Segundo os integrantes da força tarefa, o material analisado e que embasou a operação de segunda-feira foi encontrado em outras fases da Operação, como por exemplo, uma planilha encontrada durante a fase Acarajé e outra encontrada no celular de Marcelo Odebrecht.

Segundo o MPF, os pagamentos feitos à conta eram constantes. “Existe um pagamento que é feito constantemente e que forma um caixa mesmo, uma poupança e de onde são depois, pelo gestor da conta, no caso o senhor Antônio Palocci, destinados aos pagamentos de interesse do partido”, disse a procuradora Laura Gonçalves.

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