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RJ: PMs entram em escola na Vila Cruzeiro durante tiroteio e assustam alunos e funcionários

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Pelo menos dois policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, entraram na Escola Municipal Leonor Coelho Pereira durante um tiroteio na comunidade, na manhã desta quinta-feira. A presença dos agentes causou tumulto entre funcionários e alunos, conforme mostra um vídeo publicado no perfil do Facebook Vila Cruzeiro - RJ. Procurada, a assessoria de imprensa das UPPs informou que os agentes foram à unidade para “checar denúncia anônima sobre uma possível invasão”.

Nas imagens, é possível ver que as pessoas que encontravam-se na recepção do colégio tentam forçar a saída dos PMs, armados, do local. Todos gesticulam bastante. A confusão durou alguns minutos até que os agentes se retiram da escola.

Para muitos, a presença dos agentes na unidade representou um fator de risco para quem estava no imóvel, já que eles são alvos dos tiros disparados por criminosos. “Colocando a vida das crianças em risco”, disse uma moradora na comunidade numa rede social. A mãe de um aluno comentou: “Guarda meu filho, Senhor, naquela escola”.

Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria municipal de Educação informou que as aulas na escola continuaram normalmente - as demais unidades na Vila Cruzeiro também mantiveram as atividades, segundo a Pasta. Sobre a presença dos PMs, a assessoria informou que isso é questão a ser tratada com a Secretaria de Segurança Pública.

Tiros em retirada de barricadas

O tiroteio na Vila Cruzeiro começou por volta das 8h. Moradores logo começaram a se queixar na web de estarem “sitiados” em suas casas. A assessoria das UPPs informou que policiais “realizavam uma ação de retirada de barricadas na Rua 14, por volta das 8h desta quinta-feira (12/5), quando foram alvos de disparos de arma de fogo efetuados por criminosos da região”. Não há informações de feridos no confronto.

Balas perdidas

Na última terça-feira, duas pessoas foram atingidas por balas perdidas na Vila Cruzeiro. A UPP negou participação no tiroteio entre que as vítimas - uma mulher de 56 anos e seu neto, de 8 - ficaram feridas. A avó havia ido buscar o menino no colégio quando ficaram no meio do fogo cruzado. Os dois foram medicados no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, e não correm risco de morrer.

Fonte: Extra

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