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Professor é preso suspeito de abusar e agredir enteadas de 7 e 9 anos em MT

Abusos ocorriam, normalmente, quando a mãe saía e o deixava com as filhas. Mãe das meninas tem deficiência auditiva e está grávida do suspeito.

Um professor de 35 anos foi preso por suspeita de abusar sexualmente e agredir fisicamente as duas enteadas dele, de 7 e 9 anos, no Distrito Entre Rios, no município de Nova Ubiratã, a 506 km de Cuiabá. A prisão ocorreu após denúncia do Conselho Tutelar durante uma campanha contra a exploração sexual de crianças e adolescentes nessa comunidade, na quinta-feira (19).

A mãe das meninas tem deficiência auditiva e está grávida de três meses, de acordo com a conselheira tutelar Cecília Rechmann, que ouviu os relatos das vítimas. "Ele era muito violento em casa. A mãe confiava nele e deixava ele sozinho com as meninas e, nesses momentos, ocorriam os abusos", afirmou.

Segundo ela, não dá para afirmar se a mãe sabia ou não dos crimes sofridos pelas filhas. "Não conseguimos entender direito o que ela falava, até porque ela [mãe] chorava muito e só dizia que queria se mudar do local onde moram", explicou.

O padrasto foi preso durante o evento realizado na escola pública, onde ele dava aulas. O Conselho Tutelar já tinha recebido denúncias contra ele. Nessa oportunidade, as conselheiras, junto com assistentes sociais da Secretaria Municipal de Ação Social e psicólogos, observaram o comportamento do professor e das crianças durante o evento. Ele se mostrou nervoso e inquieto. Nas fotos tiradas durante as palestras, ele escondeu o rosto.

"Eu falava [na palestra]: crianças, vocês têm que denunciar e ele estava atrás de mim, bastante nervoso. Toda a equipe que estava lá ficou prestando atenção nas atitudes dele", afirmou a conselheira. As vítimas demonstravam muito medo do padrasto e, segundo Cecília, durante depoimento à polícia, acompanhadas do Conselho Tutelar, elas não relataram tudo que haviam dito antes, já que o suspeito estava detido no mesmo local e gritava: "Me tirem daqui", todo o tempo.

O crime cometido na casa já era de conhecimento de boa parte dos moradores daquela comunidade. "Chegaram muitas denúncias para esses profissionais de assistência social que trabalham naquela região. As denúncias eram graves. Os vizinhos escutavam gritos das meninas durante a noite, barulho de camas sendo arrastadas. E uma delas me disse que não podia falar a verdade, porque a mãe está grávida", relatou a conselheira.

O suspeito foi encaminhado à Polícia Civil de Nova Ubiratã. E as meninas foram levadas para outra cidade vizinha para exames de corpo de delito.

Fonte G1 MT

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