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Seis agentes de presídio em MS são hospitalizados após envenenamento

Um dos servidores está na UTI e apresentou sintomas logo após tomar café. Suspeita é de represália de detentos da Máxima, em Campo Grande.

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Seis agentes penitenciários foram socorridos na manhã desta quarta-feira (20), no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima, no Jardim Noroeste, em Campo Grande. A suspeita, segundo informou ao G1 o sindicato da categoria e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), é que eles tenham sido envenenados após ingerirem café no local.

No local, o café da manhã é servido às 8h30 (de MS). Por volta das 9h15, um deles começou a apresentar os primeiros sintomas e, em seguida, os outros também começaram a passar mal.

Os servidores tiveram vômito, diarreia e outros sintomas, sendo que o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) foi acionado e imediatamente eles foram socorridos.

Conforme a Agepen, cinco vítimas foram levadas para o Hospital El Kadri e um deles para a Santa Casa. Em seguida, o delegado Fabiano Goés Nagata, titular da 3ª Delegacia de Polícia, além de peritos foram ao presídio. Eles estão ouvindo neste momento detentos que atuam na cozinha do local.

Diagnóstico
Responsável pelo Centro Integrado de Vigilância Toxicológica (Civitox), em Campo Grande, o médico Sandro Trindade Benites, foi acionado e atendeu as vítimas. O profissional suspeita de intoxicação por medicamento e envenenamento por herbicida.

“Cinco deles permanecem em observação nas próximas 24 horas. Nenhum deles será liberado hoje. Aquele que está em estado mais grave ficará em observação por mais tempo. Eles tiveram tremores, sudorese exagerada, chegando molhados no hospital e com sintomas nos olhos, característico do envenenamento por herbicida”, afirmou ao G1 o médico.

Aquele que está em estado mais grave permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Ele teve diminuição do ritmo cardíaco, já que pode ter atingido o sistema nervoso central. Isso já caracteriza uma clara tentativa de homicídio”, finalizou o profissional.

Ameaças constantes
O Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul (Sinsap-MS) ressaltou que os servidores recebem ameaças constantes e, logo após o episódio dos ônibus queimados, a retaliação está ainda maior, principalmente para aqueles que realizaram curso recente.

Ao todo, 80 homens de Campo Grande e do interior passaram pela reciclagem. No entanto, aqueles que foram feridos atuavam especificamente na segurança da passarela, ainda conforme o sindicato da categoria.

Grupo preso por incêndio em ônibus responde por 9
crimes (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)
Prisões
Após uma ação de agentes penitenciários em treinamento, no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima, houve uma represália por parte de detentos e incêndio em três ônibus na cidade, entre a noite da última quinta-feira (14) e madrugada de sexta (15).

A investigação identificou 13 pessoas e diz que a ação foi orquestrada por um detento de 19 anos. Ele teria ligado para parentes e amigos, pedindo que provocassem pânico e incendiassem os veículos, conforme a polícia. Na ocasião, 71 aparelhos celulares foram recolhidos, além de droga para consumo e comércio no local, chips e objetos ilícitos.

Os envolvidos vão responder por 9 crimes, sendo furto, já que estavam com uma moto com registro na polícia, roubo, pelo fato de levarem aparelhos celulares das vítimas nos coletivos, associação criminosa, receptação dolosa, disparo de arma de fogo, dano qualificado, tráfico de drogas, incêndio doloso e também a tentativa de homicídio, já que atearam gasolina em um motorista e ameaçaram atear fogo.

Ônibus ficou totalmente destruído por causa do
incêndio (Foto: José Aparecido/ TV Morena)
Continuidade das buscas
O inquérito teve a parceria da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), que fez a oitiva com os adolescentes.

Conforme a delegada Aline Gonçalves, titular da unidade policial, os envolvidos apontam a participação detalhada de cada um no crime. Já a delegada Ana Cláudia Medina, titular da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco), ficará com as investigações desde a conclusão deste último inquérito.

“Nós encerramos o flagrante e agora a Deco irá continuar com as investigações sobre esta organização criminosa. A intenção é descobrir até mesmo se eles tiveram a participação em outros casos semelhantes que ocorreram logo depois. A princípio, trata-se de uma ação isolada”, finalizou o delegado.

Fonte: G1 MS



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