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“Se querem intimidar polícia ou governo, estão enganados”, diz Camilo Santana sobre ataques no Ceará

Desde quinta-feira, já foram registradas 13 ações criminosas, sendo cinco ataques a delegacias, a sete ônibus e a um prédio da Sejus


Governador disse que casos estão sendo investigados
(FOTO: Arquivo/Fernanda Moura/Tribuna do Ceará)
Diante da onda de violência no Ceará, com ataques a prédios públicos e a ônibus, o governador Camilo Santana declarou que nenhuma ação intimidará o trabalho da polícia ou do governo. “Nós não vamos abrir mão um milímetro sequer de combater o crime no estado, seja quem for. Se querem intimidar a polícia ou o governo, estão enganados. Estamos cada vez mais fortes para combater o crime”.

A declaração foi concedida no sábado (5), durante lançamento do programa Ceará Pacífico, no Bairro Vicente Pinzon. Desde quinta-feira, já foram registradas 13 ações criminosas, sendo cinco ataques a delegacias, a sete ônibus (cinco incendiados e duas tentativas) e a um prédio da Secretaria de Justiça e Cidadania do Ceará (Sejus) localizado na Avenida Heráclito Graça, no Centro.

De acordo com Camilo, todos os casos estão sendo acompanhados e investigados de forma rigorosa. “Sete pessoas foram presas. Outras foram identificadas e também serão presas. Essa é uma clara reação ao trabalho de combate ao crime que temos realizado no Ceará”, disse.

O caso mais recente de ataque foi ao 3º Distrito Policial, no Bairro Otávio Bonfim. Suspeitos em dois carros efetuaram diversos disparos contra a fachada da unidade, que ficou destruída. A ação aconteceu na madrugada deste domingo (5), por volta da 1h30.

“Para cada ação criminosa, intensificaremos ainda mais as ações de combate ao crime. As forças de segurança do nosso estado têm meu apoio irrestrito. O crime não irá nos intimidar. Disso, podem ter absoluta certeza”, garantiu o governador em sua página na rede social Facebook.

Prédios públicos e ônibus

Ônibus incendiado no Bairro Abreulândia
(FOTO: TV Jangadeiro/ Barra Pesada)
Os crimes foram registrados no 19º DP, no Conjunto Esperança; no 27º DP, no Bairro João XXIII; em um dos prédios da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus), no Centro de Fortaleza; no 23º DP, no Conjunto Nova Metrópole, na Região Metropolitana de Fortaleza; no 20º DP, no Bairro Acaracuzinho, em Maracanaú; e no 3º DP, no Bairro Otávio Bonfim.

Ônibus também foram alvos dos criminosos. Somente nesta semana, já foram duas tentativas e cinco incêndios a veículos. O último coletivo foi incendiado no Grande Bom Jardim, na sexta-feira (4).

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) trabalha com cinco linhas de investigação para a onda de ataques. Uma é a retaliação pela morte de um adolescente envolvido com o tráfico, em confronto com o Batalhão do Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio). A outra seria uma tentativa de suborno feita à polícia, para a liberação de um traficante, logo após ser preso. Ou até mesmo alegação de maus-tratos em presídios cearenses.

Há ainda a tentativa de remoção de um traficante para um presídio federal. E, por fim, uma possível retaliação pela discussão de lei sobre bloqueio de sinal de celular nos perímetros de unidades prisionais. A proposta é do Governo do Estado, que pretende fazer com que as operadoras de telefonia móvel sejam proibidas de fornecer sinal onde houver presídios. A matéria deve ser votada na próxima semana.

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