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Sargento que matou motorista, em MG, era perseguido, diz advogado


Durante a discussão, o sargento estava armado e o
rival portava uma faca Foto: Reprodução de internet
O sargento Júlio César da Silva, de 44 anos, suspeito de matar o vizinho, o motorista Fábio Aguiar de Morais, de 36, já tinha um histórico de desavenças com a família da vítima. De acordo com o advogado do policial militar, Fábio Silveira, um dos filhos de Fábio, um adolescente, foi fonte de outros conflitos já protagonizados entre os dois homens. Os “atritos” começaram há alguns meses, quando a família do motorista se mudou para perto de onde o militar morava há mais de 15 anos.

— O pivô de tudo era o filho da vítima, um menor, que o sargento já tinha abordado anteriormente. Ele (o jovem) era tido como desordeiro na região. A família (desse adolescente) não aceitava a figura de um policial militar ali e o perseguia. O sargento já tinha solicitado viatura (para a vizinhança) por causa do uso de droga (entre amigos da família dos vizinhos) e por receber mensagens intimidatórias (dos vizinhos) — esclareceu Silveira.

O crime aconteceu, neste domingo, em Governador Valadares, no interior de Minas Gerais. A mulher da vítima, Viviane Aguiar, filmou a discussão e o momento em que o sargento, que não estava de serviço, atira três vezes contra a vítima.

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Segundo o advogado, antes da confusão, seu cliente foi ameaçado pelo motorista.

— O sargento estava dentro de casa, quando a vítima, em porte de uma faca na cintura, vai para porta da casa dele e diz que quer conversar. O sargento notou a arma, guardou o carro e, ao sair, começaram os insultos. O motorista perguntou para ele: “Que história é essa que você está perseguindo meu filho?”.

Ainda de acordo com o advogado, depois desse episódio, começou a confusão que culminou na morte de Fábio Aguiar. Silveira contou que, após ter disparado contra o desafeto, o policial voltou para casa, pegou os parentes e deixou o local. Em seguida, ele se apresentou na delegacia, nesta segunda-feira.

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o sargento “se apresentou voluntariamente”, mas “se manteve em silêncio durante toda a oitiva”, pois alegou estar “psicologicamente abalado”. Ainda de acordo com o documento, “ele pode prestar suas declarações em outras fases do inquérito”. O agente foi encaminhado para a sede do 16º Batalhão da Polícia Militar, onde ficará preso à disposição da Justiça.

— Ele ainda está muito abalado. Querendo ou não, ele tirou a vida de alguém e não queria isso. Mas está recebendo apoio da população e da Corporação.

Fábio Aguiar de Morais, de 36 anos, foi sepultado na manhã desta terça-feira, no Cemitério Jardim da Serra, em Mariporã, no interior de São Paulo.

O caminhoneiro Fábio Aguiar levou, ao menos, três tiros Foto: Reprodução / Facebook
Fonte: Extra

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