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Presos fogem de presídio em Pedrinhas, mas são recapturados

Fuga foi registrada no início da manhã desta segunda-feira (07). Rafael Serra e Antônio Assunção Sales foram recapturados pelo GEOP.


Cadet abriga presos que não integram facções criminosas
(Foto: Divulgação/Ascom)
Dois presos da Casa de Detenção (Cadet), no bairro de Pedrinhas, em São Luís, fugiram do complexo penitenciário no início da manhã desta segunda-feira (07), mas foram recapturados horas depois por agentes do Grupo de Escolta e Operações Penitenciárias (GEOP). Os detentos foram identificados como Rafael Serra e Antônio Assunção Sales.

No dia 24 de fevereiro, outro detento que conseguiu pular o muro a Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) de Pedrinhas foi recuperado pelo GEOP. Francielton Gonçalves dos Santos estava escondido em uma invasão, nas imediações do Complexo de Pedrinhas, e foi reconduzido à unidade prisional, onde responderá a Processo Disciplinar Interno (PDI).

Sobre a fuga, a Sejap informou ao G1 por meio de nota que os detentos responderão a Processo Disciplinar Interno (PDI). A nota inteirou ainda que uma sindicância foi aberta para apurar as reais causas da fuga e saber se houve facilitação.

Leia a nota na íntegra
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Sejap) informa que os presos Rafael Serra e Antônio Assunção Sales foram recapturados por agentes do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop). Os detentos fugiram na manhã desta segunda-feira (7), da Casa de Detenção (Cadet) de Pedrinhas, por volta das 5h20. A Sejap informa, ainda, que os dois internos responderão a Processo Disciplinar Interno (PDI), e que uma sindicância foi aberta para apurar as reais causas da fuga e saber se houve facilitação.

Governo falha em Pedrinhas

O relatório "Violação continuada: dois anos da crise em Pedrinhas", da ONG Conectas em parceria com outros órgãos, divulgado no dia 1º de fevereiro, revelou que os governos Federal e Estadual falharam no cumprimento das medidas aplicadas contra o Brasil em 2013 e 2014 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estado Americanos (OEA).

A ONG avaliou que são contínuas as violações de direitos humanos, com presos submetidos a tortura, comida estragada, celas hiperlotadas, higiene precária, e até casos de canibalismo, como noticiado pelo G1. “Os ossos quebrados e marcas de espancamento foram substituídos pelo uso do spray de pimenta e pelas bombas de gás lacrimogêneo, frequentemente disparadas para dentro das celas”, ressalta Sandra Carvalho, coordenadora da Justiça Global, sobre métodos de tortura utilizados para punir e castigar detentos.

Fonte: G1 MA

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