MARANHÃO NEWS

07 março, 2016

PM é filmado agredindo paciente em hospital de Parintins; veja vídeo

Em diálogo de envolvidos, PM cobra explicações de ameaças à esposa. Foi instaurado Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso.



A Polícia Militar (PM-AM) está apurando um caso de agressão ocorrido no município de Parintins, a 369 km de Manaus. Um vídeo gravado por um paciente de um hospital público da cidade mostra um policial pedindo explicações a um outro paciente sobre uma ameaça feita pelo homem à mulher do policial. O homem - que estaria operado - nega as acusações e o PM continua a dar tapas no paciente que está deitado em uma maca.

PM-AM informou que vai abrir inquérito para
apurar caso (Foto: Reprodução)
Em nota ao G1, a Polícia Militar informou que ao tomar conhecimento do fato na tarde deste domingo (6), determinou a instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o fato ocorrido em Parintins.

"O Comando Geral ressalta que todos os fatos estão sendo apurados dentro da mais absoluta lisura, e reforça que não compactua com práticas de conduta que não estejam coesas com sua missão institucional. O Comando da Instituição ressalta que quaisquer denúncias podem ser encaminhadas à corporação e que todas serão apuradas", cita a nota.

Leia o diálogo na íntegra:

- O senhor vai me matar? Tá todo mundo vendo o que o senhor tá fazendo
- Pois é, p... Agora vê se tu ameaça a minha mulher de novo
- Eu não ameacei ninguém, eu não ameacei ninguém. Todo que tava aqui viu. Eu não ameacei ninguém, entendeu? O senhor tá me agredindo, me agredindo! Tu sabe que tu não tem esse direito de agredir ninguém
- Não tem é o c.... E tu tem o direito de ameaçar?
- E eu ameacei alguém? Eu tenho provas que não ameacei. Me prova que eu ameacei, por favor?
- Chamou de cadela, rapá
- Me prova que eu falei isso, senhor

O policial volta a agredir o homem.

- Pode bater, moço, pode bater...
- A porrada que eu vou te dar ninguém vai tirar, otário. Ninguém vai tirar. Tu respeita, zé ruela!

O G1 tentou contato com a Diocese de Parintins, que administra o hospital onde ocorreu a agressão, porém, as ligações não foram atendidas.

Fonte: G1 AM






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