No AP, ex-lutador é preso suspeito de estuprar filha de 2 anos e enteada de 9

março 30, 2016

Meninas seriam abusadas enquanto mãe trabalhava; caso foi em Oiapoque. Prisão ocorreu quando homem intimidava mãe das vítimas durante denúncia.

Vítimas são irmãs e teriam sido abusadas por ex-lutador de MMA (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A Polícia Civil do Amapá prendeu em Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, um ex-lutador de MMA de 22 anos. Ele é suspeito de abusar sexualmente da filha de 2 anos e da enteada de 9 anos. A prisão ocorreu em flagrante dentro da própria delegacia, quando o suspeito tentava intimidar a mãe das vítimas enquanto ela denunciava o caso na terça-feira (29). O ex-lutador negou todas as acusações.

"A mãe chegou na delegacia e disse que a filha de 9 anos foi estuprada. Nesse momento, o autor do fato chegou para intimidá-la. Pedi para ele esperar na recepção e voltei a escutar a mãe. Quando ela me disse que uma sobrinha viu tudo, fui direto na recepção e o prendi em flagrante", contou o delegado Charles Corrêa.

A investigação aponta que o caso foi descoberto pela prima de 11 anos das vítimas, que teria visto a menina de 9 anos e o suspeito em relações sexuais dentro do quarto da casa onde ele mora na noite de segunda-feira (28). A testemunha relatou o caso para a mãe da vítima, que denunciou à Polícia Civil no dia seguinte.

Charles Correa, titular da delegacia de
Oiapoque
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Segundo o delegado Charles Corrêa, durante o depoimento da vítima de 9 anos, foi descoberto que a irmã dela, de 2 anos, também teria sido abusada sexualmente pelo ex-lutador. Exames no hospital teriam constatado o ato libidinoso contra as crianças.

"Na entrevista com a psicóloga, a menina de 9 anos disse que não era filha legítima do ex-lutador, mas a irmã dela, sim. Ela contou que eles [suspeito e vítima de 2 anos] costumavam ficar trancados dentro do quarto sem deixar entrar. Desconfiamos e fomos fazer o exame na criança de 2 anos e não deu outra. Também foi estuprada", afirmou Corrêa.

Os abusos sexuais costumavam acontecer na casa do suspeito durante a noite após a mãe das vítimas deixá-las com o ex-lutador enquanto trabalhava como garçonete em Oiapoque. O casal está separado há três semanas, mas os atos libidinosos aconteciam há pelo menos um ano.

Em depoimento na delegacia, o suspeito negou os abusos e disse ser usuário de cocaína. A Polícia Civil acredita que o ex-lutador fazia uso diário da droga e praticava os atos sob efeito do entorpecente.

O ex-lutador está preso na delegacia e depois será encaminhado ao presídio de Oiapoque. Ele responderá pelo crime de estupro de vulnerável com base nos depoimentos das vítimas, da sobrinha testemunha e dos exames feitos pelos médicos. As vítimas estão sob a guarda da mãe e recebem acompanhamento psicológico.

Fonte: G1 AP

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