PMs do caso Amarildo são expulsos, segundo boletim da corporação

fevereiro 25, 2016

No texto, o comandante-geral discorda do parecer do Conselho Disciplinar. Um dos policiais teve a punição extinta por ter morrido durante o processo.

Foi publicado no boletim interno da Polícia Militar com data desta quarta-feira (24), a expulsão de sete dos policiais envolvidos no caso Amarildo. De acordo com o boletim, o sargento Jairo Conceição Ribas e o soldado Anderson César Soares Maia foram expulsos, por determinação do comandante-geral da PM, coronel Edison Duarte, discordando do parecer do colegiado Conselho de Disciplina da corporação, que diz que os policiais não eram culpados das acusações.

O comandante-geral também pede a expulsão (licença ex officio, termo burocrático para determinar a saída de quem tem menos de dez anos de corporação) dos soldados Wellington Tavares da Silva, Douglas Roberto Vital Machado, Jorge Luiz Gonçalves Coelho, Fábio Brasil da Rocha da Graça e Marlon Campos Reis.

Ele também determina a extinção do processo disciplinar contra Vinícius Pereira da Silva, que morreu durante o andamento do caso.

Todos os policiais citados no boletim já foram condenados pela justiça e estão presos pelo desaparecimento e morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, no dia 14 de julho de 2013, na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio.

Amarildo sumiu após ser levado por policiais militares para ser interrogado na sede da UPP da Rocinha durante a "Operação Paz Armada", de combate ao tráfico na comunidade.

Em fevereiro deste ano, o G1 fez uma reportagem sobre a participação de cada policial no caso e suas respectivas condenações, de acordo com o processo da justiça do Rio. O major Edson Santos, comandante da UPP da Rocinha na época, acusado de ser o mandante do crime não foi expulso nessa decisão. Ele responde a outro procedimento que avalia a conduta de oficiais.

Fonte: G1 Rio

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