MG: Delegado aposentado é condenado a 24 anos por mandar matar ex-mulher

fevereiro 20, 2016

Wagner Schubert pode cumprir pena em regime fechado. Crime ocorreu em 2008 em Muriaé; defesa do réu apresentou recurso.


Delegado aposentado foi julgado no Fórum de Muriaé
(Foto: Silvan Alves/Arquivo Pessoal)
O delegado aposentado Wagner Schubert de Castro foi condenado a 24 anos de prisão por ser o mandante do assassinato da ex-esposa, a professora Mônica Vidon, em novembro de 2008, em Muriaé. O julgamento começou nesta quinta-feira (18), no Fórum tabelião Pacheco de Medeiros e terminou na noite desta sexta-feira (19). A defesa apresentou recurso logo após a leitura da sentença.

O júri considerou que, apesar de ser réu primário e com bons antecedentes, Schubert deveria ter uma pena mais dura, visto que é um agente da lei. O delegado foi condenado por homicídio duplamente qualificado e deverá cumprir a pena em regime fechado.

De acordo com o oficial de Justiça da Comarca de Muriaé, Fernando do Carmo, a pena base foi de 15 anos de reclusão, que aumentou para 24 devido ao motivo fútil, violência contra a mulher e o fato do réu ter movido, organizado e dirigido toda a ação.
 
Julgamento de assassinato em Muriaé durou dois
dias (Foto: Felipe Menicucci/G1)
Ainda na noite desta sexta-feira, ele foi levado para uma instituição prisional do Estado, em Belo Horizonte.

Crime
Schubert está preso desde abril de 2012, mais de três anos após o assassinato de Mônica, que ocorreu no dia 19 de novembro de 2008, próximo à residência onde morava, no Bairro Bico Doce.

A professora foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta. Eles pararam próximos a ela, atiraram diversas vezes e fugiram do local. Vidon chegou a ser socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu poucas horas depois. Dois dos acusados de envolvimento no crime também foram assassinados, em 2013 e 2015.

Julgamento durou dois dias
Na quinta-feira (18), os jurados assistiram a vídeos com depoimentos de outros suspeitos de envolvimento no crime e ouviram parte das testemunhas.

Já na sexta, o réu falou ao júri e acusações e defesa puderam apresentar seus argumentos. A defesa do delegado ressaltou as qualidades da vida profissional dele, enquanto a acusação argumentou que a professora estaria se sentindo ameaçada e infeliz no casamento.

Mônica Vidon foi assassinada a tiros em 2008
(Foto: Aquivo pessoal/Divulgação)
Investigação
Em abril de 2012, a Polícia Civil de Muriaé divulgou uma nota sobre a conclusão do inquérito do assassinato da professora. Dias depois, o Ministério Público denunciou os acusados e a Justiça acatou a denúncia indiciando Schubert.

O delegado teve a prisão preventiva decretada quatro anos depois. Ele foi conduzido para a prisão em Belo Horizonte.

Além dele, foram denunciadas outras cinco pessoas que participaram direta e indiretamente da morte da professora. Dois dos acusados foram mortos anos após o crime. Antônio Rodrigues de Oliveira Júnior, conhecido como “Juninho do 14”, acusado de ser o atirador que matou a professora, foi assassinado a tiros no dia 27 março 2013 na porta de casa.

No dia 7 de agosto de 2015, Jandir Pimentel Moco também foi morto com vários tiros dentro de um carro. Ele era acusado de ser o condutor da moto que levou o atirador até a vítima e, em seguida, ajudou o criminoso na fuga.

Fonte: Rafael AntunesDo G1 Zona da Mata

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