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Polícia investiga grupos suspeitos de promover o extremismo no Paraná

Em Curitiba, vários cartazes ensinam a reconhecer grupos extremistas. Evento criado na internet pretendia fundar frente nacionalista.

Foto: Reprodução / Blog do Polícia
A Polícia Civil do Paraná e o Ministério Público Estadual (MP-PR) investigam a ação de grupos extremistas suspeitos de agir no Paraná. A preocupação aumentou após a criação de um evento no Facebook que pretendia fundar uma frente nacionalista. O encontro, que seria realizado em Colombo, na Região Metropolitana, chegou a ter a confirmação de mil pessoas, mas foi cancelado pelos próprios organizadores.

Entre os ideais citados na página, estavam democracia, família e nacionalismo. Além disso, a chamada para o encontro também fazia referências ao fascismo e citou alianças com grupos neonazistas e skinheads.

Em Curitiba, vários cartazes que ensinam a reconhecer grupos extremistas estão espalhados por várias ruas do Centro.

Antes do cancelamento do evento, o MP-PR chegou a encaminhar um ofício à Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-PR), à promotoria de Colombo e à Guarda Municipal pedindo providências.

Para o procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior, existe diferença entre liberdade de reunião e discussão política e apologia a crimes. "Embora constitucionalmente haja um direito de reunião, de livre associação e de livre manifestação de pensamento protolado no estado de direito democrático, é impossivel se reunir para fazer incitação ao ódio, para fazer apologia do crime, para pregar retorno de uma ditadura militar", declarou.

Representantes de movimentos negros também demonstraram preocupação em relação ao caso. "Tinham 400 skinheds em Curitiba. A estimativa deles é que pudessem vir mil. Isso é uma questão muito grave", disse o o presidente do Instituto Brasil África Saul Dorival da Silva.

Já para o representante da frente nacionalista do Paraná Ricardo Gonçalves, a divulgação sobre a ideologia do grupo foi distorcida. "A frente nacionalista estuda todas as ideologias, todas as ideias. Estamos criando uma nova ideologia no Brasil que é o fenaísmo. Então, o grupo de trabalho estava pesquisando o comunismo, facismo, capitalismo, e ia tirar pontos positivos de cada uma das ideias. O facismo foi o primeiro que a gente estudou", argumentou.

Em dezembro de 2015, foram pelo menos dois relatos nas redes sociais sobre possíveis ataques de grupos neonazistas. Em ambos os casos, houve questionamento sobre o feminismo.
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