Família de menino morto por bala perdida arrecada dinheiro para enterrar a criança

dezembro 13, 2015
Ruan foi baleado enquanto dormia.
Foto: Guilherme Pinto / Extra
Parentes do menino Ruan Bruno Gomes Nunes, de 2 anos, morto por uma bala perdida na manhã de sábado na comunidade Metrô Mangueira, na Zona Norte do Rio, estão arrecadando dinheiro para conseguir enterrar o menino. De acordo com a tia dele, Leyse Lisboa, ainda faltam R$ 900 e ela vai em busca de comerciantes e moradores da comunidade que possam contribuir. Até a noite de sábado a família tinha conseguido arrecadar R$ 700.

— Nosso menino agora é um anjinho e a gente não pode deixar de fazer um enterro decente. É muito cruel termos que passar por isso em um momento tão difícil — desabafa.

A família já reservou o horário das 14h deste domingo no Cemitério do Catumbi, na região central do Rio. Agora, eles correm contra o tempo para poder enterrar o menino.

— Infelizmente não poderemos fazer velório porque ficaria muito mais caro — diz a tia.

Após perder o filho, a dona de casa Gabriela Gomes Nunes de Souza, de 20 anos, teve uma madrugada difícil. Ela precisou da ajuda da amiga Patrícia Santos, de 45 anos, para conseguir dormir. Patrícia é madrinha de Ruan.

— Ela passou mal a noite inteira e também não consegue comer. Foi uma noite bem difícil — diz.
Gabriela mostra a foto dos filhos:
Gabriela mostra a foto dos filhos: "eles eram muito ligados" Foto: Ricardo Rigel / Extra
Segundo ela, a irmã de Ruan, de 4 anos, pergunta por ele o tempo todo.

— Eles eram muito ligados. Ela ainda não entende o que aconteceu, mas pergunta pelo irmão toda hora.

Gabriela passou a noite fora de casa, mas preferiu não dizer onde. De acordo com Patrícia, que ficou com ela, a dona de casa quer sair da comunidade.

— Todo mundo sabe que lá é tiroteio constantemente. Não há quem aguente — desabafa.

Investigação

De acordo com informações da Delegacia de Homicídios da Capital (DH), um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte de Ruan Bruno. Parentes foram ouvidos e o corpo, encaminhado para o IML para necropsia. Agentes realizam diligências em busca de informações e testemunhas que ajudem nas investigações.

Fonte: Extra



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